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É preciso desenvolver o método de acordo com o…

Christine Ortiz anunciou em 2016 que sairia da reitoria de pós-graduação do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, para desenvolver o que chamou de “universidade do futuro”. Na época, afirmava que criaria um instituto sem departamentos, evitando “caixas artificiais de conhecimento”. Agora essa universidade, a Station 1, está com a 1.ª turma de alunos. E Christine esteve na capital paulista anteontem para um seminário do sindicato das faculdades particulares de São Paulo (Semesp).
O que te levou a deixar a reitoria do MIT?
Meu principal ímpeto foi criar uma instituição que pudesse dar acesso e prover a mais estudantes a oportunidade de estudar além da fronteira criada para o ensino de tecnologia, ciências e engenharia.
De onde veio a ideia para essa nova metodologia?
Durante um ano sabático, visitei mais de 250 instituições de ensino ao redor do mundo e trabalhei, com outros colegas, para criar um novo currículo de Pedagogia para o ensino superior. Basicamente descobrimos que o mais importante no ensino era pesquisa, a capacidade do estudante de chegar às próprias conclusões e descobertas. Por isso, decidimos integrar uma variedade de campos de conhecimento no processo de ensino. História, ciência, tecnologia, sociologia, artes, design. Todos esses campos podem ser fundidos, cada um com suas características e contribuições, para um melhor entendimento do mundo.
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Fonte: Estadão (2018)